BOLETINES DE PRENSA INDÍGENA
(Información y síntesis de prensa sobre pueblos indios de Latinoamérica)


Boletín Nro. 610 15/04/06:
 
1. Brasil: A vida e os bens que devem servi-la
2. Argentina: Consejo Asesor Indígena arremete contra el CODECI
3. Argentina: Comunicado de prensa de COPIRECHA
4. Colombia: Asesinado indígena Wiwa en Riohacha
5. Colombia: Raíces de Colombia
6. México: Pastoras del siglo XXI
 
 
Brasil: A vida e os bens que devem servi-la
(Eliana Rolemberg)*
Vanderley Caixe, Carta O Berro. 13/04/06. As lágrimas amargas de mulheres camponesas sobre o deserto de papel da Aracruz.
O direito à propriedade, que a torna privada, não pode ser sacralizado! O direito à propriedade não pode, assim, sobrepujar qualquer de todos os direitos que integram, indissociavelmente, o direito à Vida! O Direito à Vida, sim, é sagrado! Deve ser fruto cultivado com zelo.
Deve merecer nosso maior cuidado! A Vida e os bens que devem servi-la não podem ser vistos como meras mercadorias - água, terra, céu e mar são dádivas divinas para gozo de todas as pessoas deste vasto mundo! A propriedade privada, nicho onde muitos produzem e poucos se apropriam da riqueza, às custas de suor, sofrimento, dor, lágrimas e sangue de quem é espoliado, não é sagrada, deve à coletividade uma função social que a torna aceitável pelo conjunto das pessoas comuns.
O que se assiste, mais uma vez, é a aguerrida defesa do direito à propriedade por parte dos detentores das riquezas e do poder, que como sempre se servem daqueles que os servem com presteza - quadros do Estado (do Executivo, do Judiciário, do Legislativo, do Ministério Público) e da chamada grande imprensa, parte dos considerados formadores de opinião... e os funcionários e capatazes do grande capital: um verdadeiro aparelho produtor e reprodutor desse atual modo de vida fundado na opressão e exploração.
O mesmo aparelho que, com gananciosa mestria, faz com que se veja com antipatia as ocupações dos sem-terra, no campo, e dos sem-teto, nas cidades. Mesmo que muitos imóveis, no campo e na cidade, sejam mantidos improdutivos ou desocupados, sob propriedade, por mera especulação imobiliária - uma das manifestações mais perversas da afeição pela propriedade privada.
Parece razoável acreditar que essa exacerbada afeição à propriedade privada - propriedade que a maioria absoluta da população não possui, mas por razões histórico-culturais almeja, advenha da profunda confusão entre o público e o privado que permeia nossa sociedade, e que permite, por exemplo, que a Aracruz Celulose invada e se apodere de imensas extensões territoriais para plantar eucalipto, implantando seus desertos verdes, enquanto expulsa populações tradicionais inteiras de seus imemoriais territórios.
Povos indígenas, quilombolas, pequenos agricultores, trabalhadores cooperativados são agredidos, mortos ou expulsos, com violência, de suas terras onde cultivam alimento e manejam, equilibradamente, recursos naturais, para, em seus lugares, grandes empresas implantarem suas monoculturas para exportação, seus desertos de cores enganadoras, miragens e quimeras que escondem seus cemitérios de futuros.
A Aracruz Celulose anunciou, em seu balanço anual, os resultados financeiros de 2005 - bateu seus próprios recordes de produção e vendas: lucro líquido de R$ 1,168 bilhão, ou R$ 1,13 por ação, segundo informa. Muita riqueza está envolvida nas operações da indústria de celulose no País e é isso que parece motivar as ações dos defensores das "terras produtivas" da Aracruz, na grande imprensa.
Mas essa riqueza é distribuída, apenas, entre os poucos acionistas da empresa e não com "a sociedade brasileira" como querem fazer crer seus entusiastas muito bem pagos. Mesmo a festejada geração de empregos é uma mentira. Estudos realizados pela Universidade Federal do Espírito Santo e pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) já demonstraram que a vasta monocultura do eucalipto é altamente mecanizada em todas as suas fases e emprega muito pouca mão-de-obra.
A Veracel (da Aracruz), com todo o seu mega-faturamento e seu gigantismo, promete gerar só cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos no Brasil, sem especificar por quanto tempo (sabe-se que a indústria da celulose cria um emprego por 185 hectares de terra ocupada) ao passo que o desenvolvimento de um programa de agricultura familiar variada pode gerar até 30 postos de trabalho permanente por hectare cultivado.*
O impacto ambiental das atividades da Aracruz é enorme. Não foi à toa que, para lutar contra os danos que a monocultura do eucalipto causa ao meio ambiente, mais de cem organizações ambientalistas brasileiras criaram a Rede Deserto Verde, para evitar a continuidade da compra de terras pela Aracruz no Brasil.
Além da evidente destruição da biodiversidade zoobotânica pela sua monocultura, o eucalipto é responsabilizado por exaurir lençóis de água subterrâneos, em curto período de tempo. Um estudo da FASE, publicado em março de 2006, após seis meses de análise dos rios Sahy, Guaxindiba e Doce, localizados em reservas indígenas Tupiniquim e Guarani, no Norte do Espírito Santo, indica que a empresa estaria se apropriando da maioria dos recursos hídricos da região e deixando as aldeias sem água.
Após adquirir 90% das terras em torno das fontes de recursos hídricos, a Aracruz consome por dia, sem pagar por isso, o equivalente ao consumo de 2,5 milhões de pessoas, o que perfaz quase toda a população do Estado.
Os crimes da Aracruz são tantos e tamanhos, que fizeram corar de vergonha a família real sueca, que, no final de fevereiro de 2006, se desfizeram das ações da empresa, por considerarem insuportáveis as acusações contra a vênus esverdeada. As operações "florestais" da empresa prejudicam sócio-ambientalmente os Estados do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Além de tomar vários milhares de hectares de terra dos povos indígenas, a empresa também grilou os quilombolas do Espírito Santo, donos de praticamente a totalidade do antigo território de Sapê do Norte, formado pelos municípios de Conceição da Barra e São Mateus.
Um grupo de trabalho que estudou a situação fundiária do Córrego do Angelim para a Fundação Palmares, do Governo Federal, confirmou a ocupação de terras dos quilombolas pela Aracruz Celulose e outros grupos empresariais. Outros estudos, realizados pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para o Incra, confirmam a ocupação de outras grandes áreas dos quilombolas pela empresa.
No dia 20 de janeiro de 2006, a Aracruz acionou helicópteros, bombas, armas pesadas e 120 agentes da Polícia Federal do Comando de Operações Táticas (COT), de Brasília, para destruir duas aldeias e expulsar 50 pessoas dos povos Tupiniquim e Guarani de sua terra tradicional, no município de Aracruz (ES).
Sem sequer receber uma ordem de despejo, os Tupiniquim e Guarani foram surpreendidos com o violento ataque. A ação, que resultou na prisão arbitrária de duas lideranças e deixou outras 12 pessoas feridas, teve todo o apoio logístico da empresa de celulose. Os 120 agentes da Polícia Federal receberam hospedagem e utilizaram o heliporto e os telefones da multinacional.
Durante a ação ilegal da Polícia Federal, tratores da multinacional destruíram totalmente duas aldeias e muitos indígenas não puderam sequer retirar seus pertences de dentro das casas derrubadas. E mesmo com essas denúncias de desrespeito aos direitos indígenas e ao meio ambiente, a gigante multinacional ainda conta com vultuosos recursos do BNDES. Recentemente, circulou a informação de que a Aracruz será beneficiada com mais de R$ 297 milhões de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).*
Mas quando, em um ato tachado de "selvageria" pelos defensores das "terras produtivas" de papel, três mil e quinhentas famílias de sem-terra invadiram a fazenda da Aracruz, em Porto Seguro, e derrubaram 25 hectares de eucalipto para, em seu lugar, plantarem milho e feijão, a verdadeira selvageria - utilizar largas extensões de terra boa para uma monocultura que agride o país social e ambientalmente, gera lucros indecentes para uma minoria e em nada contribui para que seja combatida nossa terrível desigualdade social - se expôs num relance: flagrado pelas câmeras de televisão, um trabalhador rural disse, com sua simples sabedoria: "Estamos com fome, uai, eucalipto não se come!".
E agora tentam, de todo modo, criminalizar a Via Campesina, o MST e o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), por ações de enfrentamento que atingem a propriedade e a riqueza de alguns poucos predadores de nosso País. Crime é não fazer Reforma Agrária! Criminosa é a injusta desigualdade social brasileira que expropria a população trabalhadora e a marginaliza, tratando seres humanos como se fossem animais nocivos ao convívio! Terrorismo cometem governos, juízes, políticos, policiais civis e militares, grandes fazendeiros, jagunços, milicianos privados que encenam o terror cotidiano que apavora a gente brasileira e outros tantos seres humanos pelo mundo afora! Criminosa é a ganância que move quem é capaz de todo crime por mera riqueza! Criminosos, todos os que querem sacralizar a propriedade da terra neste País de extensão continental! Sacramentar a usurpação, dignificar a grilagem é crime! A terra, a água, o ar são bens comuns, bens de todas e para todas as pessoas deste Planeta! São Dádivas Divinas para Abrigo acolhedor da Criação de Deus e da criação da Humanidade, que devem ser cultivadas com respeito afetuoso.*
* Diretora Executiva da CESEo
 
 
 
Argentina: Consejo Asesor Indígena arremete contra el CODECI
(Por Adrián Moyano)
Periódico Azkintuwe, 13 de Abril.- "Chacho" Liempe vinculó la iniciativa con la intención del gobierno de avanzar hacia la constitución de un fondo fiduciario a partir de tierras fiscales. "Es un accionar que nos lleva a la dispersión y a la división... El CODECI no solamente ha sido funcional a la política del gobierno continuamente, sino que ha actuado contra las comunidades muchas veces", señaló el vocero de la organización.
El Consejo Asesor Indígena (CAI) tampoco ve con buenos ojos la conformación en la Provincia de Río Negro de un partido político indígena. Es más, según expresó "Chacho" Liempe existe una estrecha relación entre la decisión gubernamental de avanzar hacia la constitución de un fondo fiduciario y la intención de un sector "mapuche" de competir electoralmente en 2007, a través de una agrupación propia o en el marco de una alianza.
Sobre fines de la semana pasada, dos integrantes del gubernamental Consejo de Desarrollo de Comunidades Indígenas (CODECI), anunciaron desde Viedma que trabajan en la organización de una "fuerza política". Ana Huentelaf y Walter Cañumil precisaron que los lineamientos de la inédita formación se darían a conocer en breve, al igual que la nómina de candidatos. Es más, destacaron que ya habían establecido contactos con otros sectores políticos.
El CODECI es un organismo gubernamental de carácter mixto, cuyo consejo se integra con representantes del gobierno de Río Negro y con consejeros indígenas que se eligen en el marco de la Coordinadora del Parlamento del Pueblo Mapuche de Río Negro. Pero su funcionamiento es muy cuestionado por todas las organizaciones y comunidades mapuches que precisamente, no participan de la Coordinadora.
El CAI se define como una organización de base del Pueblo Mapuche. Liempe es uno de los integrantes de su coordinación política. "A mí no me deja de sorprender. No me esperaba nunca una cosa así, más que nada por la situación nuestra como Pueblo. Conociendo a la gente del CODECI y a los "mapuches" que están detrás de la representación indígena en el CODECI...
Hay algunos de ellos que tienen actividades nacionales e internacionales y son los que realmente están dirigiendo políticamente a los que están dentro de la estructura del CODECI". El referente Mapuche sostuvo que tuvo acceso a las declaraciones que sobre el mismo asunto publicó "El Cordillerano" días atrás. "Leí lo que decían los peñi de una agrupación de Bariloche (Mapuche Lafkenche Autónomos e Independientes) y coincido plenamente.
Me da no sé qué decir lo que pienso pero es la realidad: la gente del CODECI está en una función muy importante por las posibilidades que tiene dentro de una estructura del Estado, entonces por lo menos que hagan el esfuerzo por resolver algunas de las situaciones que estamos viviendo y soportando. No quiero hablar de incapacidad, hablo de desconocimiento total de la realidad de nuestra gente".
""Sin sentido.- Pero además, "los que han estado ahí se adaptan rápidamente a las políticas del Estado y en función de pequeños intereses. Es duro pero lo digo porque participé de la Coordinadora y sé cómo se eligen los delegados y las discusiones que se dan adentro en función de sueldos y pequeños beneficios que nada tienen que ver con las reivindicaciones que vamos levantando como Pueblo Mapuche.
No es vergüenza lo que siento, pero me preocupa mucho esta situación y también que ahora aparezcan con algo grande dentro del funcionamiento del sistema como es un partido político. No tiene sentido". Precisó Liempe que "con respecto a los partidos políticos el CAI tiene una posición desde el principio: no tenemos relación con los partidos porque son parte del sistema, funcionan bajo sus reglas. No hace falta tener mucha información para saber que es así, inclusive la gente que está dentro de los partidos de izquierda.
Tendrán posiciones que supuestamente reivindican la situación del obrero y de los pueblos oprimidos pero en la realidad, su accionar es bajo las exigencias del sistema. Nosotros no tenemos expectativas ahí porque en el fondo, tampoco creemos que el Estado tenga la respuesta para nuestras reivindicaciones como pueblo. Por lo menos en este momento, no hay ninguna señal de que haya una mínima voluntad política por resolver nuestra situación. Estoy hablando del nivel nacional y sobre todo del nivel provincial.
Acá en Río Negro no existe en la mentalidad del partido que está dentro de la estructura del Estado alguna mínima intención de responder a nuestros reclamos o inclusive, a lo que las legislaciones establecen. Todo lo contrario, avanzan en un rápido accionar para despojarnos de los pequeños espacios territoriales que aún nos quedan".
De esa manera caracteriza el CAI al fondo fiduciario que el Ministerio de Producción anunció días atrás. El gobierno avanzaría hacia su formación a través de la venta lisa y llana de aproximadamente dos millones de tierras fiscales, espacios territoriales que en realidad, en su inmensa mayoría, están ocupados por pobladores o comunidades Mapuches. "Hace años que lo venimos denunciando, tratando de que los peñi tomen conciencia".
Para el CAI, ambos sucesos están relacionados. "No podemos dejar de pensar que tiene relación con este intento de creación de una actividad partidaria por parte de algunos peñi. El CODECI no solamente ha sido funcional a la política del gobierno continuamente, sino que ha actuado contra las comunidades muchas veces. En el caso Casiano, los primeros que salieron a tratar de desmontar la decisión de la comunidad, fueron el CODECI y su abogada Graciela Carriqueo.
En ese momento estaban de consejeros Angel Quiñenao, Norberto Collhueque, Huilcapán... Todos salieron a actuar en el campo para tratar de desmontar la decisión que había tomado la gente nuestra. Inclusive la Coordinadora salió con un documento en contra". Oportunamente, los integrantes de la comunidad Mapuche Casiano Epugner decidieron recuperar a través de una acción directa los campos que consideran de su propiedad.
Liempe fue categórico. "Cuando tendríamos que estar fortaleciendo las organizaciones, chicas o grandes, tomando conciencia para defendernos de esta política avasalladora que tiene el Estado provincial, salen con un accionar que lleva más a la dispersión, más a la división y al estar entretenidos en cosas que no tienen que ser, como funcionar dentro del accionar del sistema.
Al gobierno le viene muy bien este partido político porque aporta a nuestra desmovilización, a nuestra debilidad a la hora de enfrentar la política que están aplicando". (Foto de Archivo)o
 
 
 
Argentina: Comunicado de prensa de COPIRECHA
Recibido por una gentileza de Daniel Araujo, COPIRECHA, Coordinadora de Pueblos y Organizaciones Indígenas de la Región Chaqueña y Misiones. Para Prensa Indígena. Melincué, 12 de abril de 2006.
Comunicado de Prensa: Representantes indígenas chaqueños se reunieron con el Intendente Lifchitz por la situacion de la comunidad Toba de Rosario.
En una reunión realizada en la sede de la Municipalidad de Rosario, ayer martes 11 de abril, en horas de la tarde, representantes y autoridades indígenas provenientes de la provincia del Chaco, se reunieron con el Intendente Municipal de Rosario, Dr. Miguel LIFSCHITZ, a fin de tratar la situación de la Comunidad Toba de Rosario, y las polémicas declaraciones realizadas recientemente por el intendente rosarino sobre la migración de indígenas tobas desde la provincia del Chaco hacia la ciudad de Rosario.
La delegación indígena que visitó la ciudad estuvo encabezada por el dirigente toba Orlando Charole, Presidente del Instituto del Aborigen Chaqueño (IDACH), acompañado del dirigente Egidio García, Secretario General del IDACH e integrante de la Comisión Ejecutiva de COPIRECHA (Coordinadora de Pueblos y Organizaciones Indígenas de la Región Chaqueña y Misiones).
El IDACH -Instituto del Aborigen Chaqueño-, es un organismo autárquico del Gobierno de la provincia del Chaco, encargado de la aplicación efectiva de lo establecido en la Ley provincial No. 3258, de reconocimiento de los derechos de los Pueblos Indígenas de esa provincia, y su directorio, netamente indígena, es elegido por elecciones generales de un Padrón Electoral Indígena único para todo el Chaco, además de su Presidente, cuenta con Directores por cada etnia indígena preexistente en el Chaco (Mocoví, Toba y Wichí).
La actual Presidencia, ejercida por Charole, asumió a fines de 2005. Con anterioridad a esta reunión el IDACH, había dirigido una nota al Intendente Municipal de Rosario, donde se le expresaba "la profunda preocupación como Instituto del Aborigen Chaqueño, por las declaraciones realizadas al inaugurar las sesiones ordinarias del Consejo Municipal, dado que el mayor porcentaje de la migración interna aludida corresponde a hermanos indígenas de los Pueblos Mocoví, Toba y Wichí.
Originarios de comunidades aborígenes de la provincia del Chaco, como refugiados ambientales y sociales, tuvieron que salir de sus territorios tradicionales de origen debido a los problemas de marginación, discriminación y exclusión social, que en forma estructural subsiten en Argentina hacia la población indígena, y no se ha avanzado en la revisión de estos procesos…"
La misiva, recibida el día 20 de marzo por las autoridades municipales, agregaba que "también queremos señalar, que la situación de migración indígena desde las comunidades de la provincia del Chaco, hacia la provincia de Santa Fe, especialmente a la ciudad de Rosario, ha generado una situación de marginalidad social y discriminación hacia dichas personas por su condición de indígenas, que escasamente ha sido atendida, pese a los valorables esfuerzos que algunas administraciones han realizado.
Como modo de ejemplo podemos citar que el Programa "Rosario Habitat -Programa Integral de Recuperación de Asentamientos Irregulares-, con un costo de 71 millones de dólares financiado por el Banco Interamericano de Desarrollo, y ejecutado por la Municipalidad de Rosario, no ha contemplado un componente indígena en el mismo; ni ha tenido en cuenta la situación de los barrios y asentamientos indígenas tobas y mocovíes asentados en esa ciudad, contrariando las propias políticas del BID, como lo es la "Política Operativa sobre Pueblos Indígenas"
La reunión en la sede municipal de Rosario se realizó en un clima de cordialidad y de acercamiento, donde el Intendente Lifschitz, descartó totalmente que sus declaraciones tengan algún tinte racista y discriminatorio hacia la Comunidad Toba y otros Pueblos Indígenas residentes en Rosario.
Y se avanzó en la idea de establecer un diálogo franco entre la Municipalidad y los representantes indígenas, involucrando en el mismo a los Gobiernos del Chaco y Santa Fe, y las comunidades y organizaciones indígenas, para encontrar soluciones, al problema de la migración indígena; enmarcados en el respeto y el diálogo intercultural; con la búsqueda de decisions políticas inteligentes y evitando generar situaciones de violencia y racismo.
Como un resultado de la reunión, el gobierno municipal rosarino planteará la situación al Gobierno Provincial, a nivel de su máximas autoridades, como acompañará al IDACH y las organizaciones indígenas en las gestiones ante el Gobierno Nacional, para el financimiento de proyectos y programas en las comunidades indígenas del Chaco, a fin de que en las mismas tengan mejores oportunidades de desarrollo económico, social y ambiental, y evitar la migración de sus integrantes hacia las grandes ciudades, como Rosario, con el consecuente desarraigo.
Los dirigentes tobas, luego se dirigieron hacia la ciudad de Santa Fe, donde mantendrían una reunión con funcionarios del Ministerio de Gobierno de la Provincia, por la misma situación y lograr un mayor involucramiento del gabinete de Obeid en las cuestiones indígenas, y el respeto de sus derechos, como el acompañamiento de las gestiones para dar solución al tema de la migración interna de indígenas desde el Chaco hacia la provincia de Santa Fe, especialmente a las ciudades de Rosario y Santa Fe.
Información adicional se puede requerir a: Ariel Araujo, Coordinador de COPIRECHA, Teléfono: 03465-15-664261 // 03465 499191. o a Orlando Charole, Presidente IDACH, Te: 03722-15-222585o
 
 
 
Colombia: Asesinado indígena Wiwa en Riohacha
(Por Claudia Grajales)
Tomado del periódico Actualidad Étnica, Bogotá. 12 de Abril.- Aún no se han esclarecido los móviles del asesinato del indígena Wiwa, Juan Alberto Gil, quien el pasado 8 de abril fue atacado por dos hombres que le propinaron disparos con armas de fuego de corto calibre. Según los vecinos, y así lo registró el periódico el Informador de Santa Marta,
"Los hechos se presentaron en la calle 43 con carrera 13 del barrio 31 de Octubre y según las informaciones entregadas por la ciudadanía indican que a la residencia llegaron dos sujetos que se movilizaban en una motocicleta de color gris y sin mediar palabras dispararon en repetidas ocasiones, causándole la muerte de forma instantánea".

Juan Alberto Gil, era reconocido por algunos como un Mamo, puesto que estaba dedicado a sus labores tradicionales como curandero. El indígena Wiwa de 40 años, oriundo de la comunidad de Cherua, localizada en el municipio de Valledupar, había llegado a la ciudad e Riohacha, cuando apenas era un adolescente.

A pesar de que ya no vivía en los resguardos indígenas sino en la cuidad, la Organización Gonawindua Tayrona (OGT), ha apoyado a la familia de Juan Alberto corriendo con los gastos funerarios y del entierro del indígena. Igualmente, manifestaron su preocupación por los hechos.

En el mismo sentido se manifestó Pedro Loperena, coordinador de derechos humanos de la Organización Wiwa Yugumaiun Bunkuanarrua Tayrona (OWYBT), quien afirmó que a raíz del asesinato del wiwa, se evidencia cómo las medidas cautelares no son suficiente para garantizarles el respeto a la vida de los miembros de este pueblo indígena.
"Esperamos que el gobierno destine los recursos necesarios para que tanto las autoridades indígenas como nacionales se reúnan para concertar la aplicación de las medidas cautelares de acuerdo a nuestros usos y costumbres", puntualizó Loperena.

Por otra parte, Shirley Dorado, coordinadora de derechos humanos del departamento de policía de la Guajira, señaló que este caso es un hecho aislado porque hacía tiempo no se presentaban ataques al pueblo wiwa, "las relaciones con los wiwa han mejorado mucho porque estamos trabajando directamente con ellos. Actualmente tenemos un grupo de wiwas que trabaja con la policía comunitaria de manera coordinada en diferentes actividades"o
 
 
 
Colombia: Raíces de Colombia
(Por Jesús Santrich, Revista Resistencia)*
Argenpress, 4 de abril.- Colombia no es vocablo que puede quedar reducido a significar lo que jamás quisieron sus genitores; es decir, sólo la representación de una parte, importante sí, pero en definitiva una ínfima parte del total que en su expresión de origen se deseaba.
Colombia es una categoría política que entraña nociones como las de justicia, igualdad, libertad, democracia, genuino republicanismo, autodeterminación, dignidad, integración…, detestando en incesante acción creadora la permanencia del colonialismo, la monarquía, el absolutismo, la tiranía, la esclavitud, la servidumbre…, la sumisión.
Colombia es ansia de independencia y decoro, Colombia es el paso a paso dialéctico que va juntando las partes del contexto latinoamericano y caribeño en una dimensión hemisférica que necesariamente se utopiza como república ecuménica que ha de dar equilibrio al concierto de los pueblos del mundo.
Hay plena coincidencia historiográfica en reconocer al prócer Francisco de Miranda el haber sido quien dio la primera noticia documental sobre la idea de fundir los intereses de Venezuela y Nueva Granada para formar 'un solo cuerpo político y social'. Es el héroe venezolano el autor de las primeras proclamas de unidad continental emancipadora que más adelante llevaría como bandera de combate y fundamento básico de su Programa Revolucionario nuestro padre espiritual: Bolívar.
Cuando Miranda viene a libertar a Venezuela, la construcción de Colombia era su causa y motivo. Sus milicias se lanzan a la gesta con un nombre que refleja sus sueños:
'Ejército de Colombia para el servicio del pueblo libre de Sur América', y el juramento que exclama en Jacmel le imprime vuelo que lo eleva hacia el cielo del ideal de la libertad de aquellas anchuras de tierras y pueblos que se extendían desde el río Mississippi -cuando aún el águila yanqui no había arrebatado Texas y California a México-, hasta el estrecho de Magallanes: 'ser fiel y leal al pueblo libre de Sur América, independiente de España, y servirle honrada y lealmente contra todos sus enemigos y opositores'.
El Libertador había tenido un contacto de inicio con el Precursor en Londres, y sin duda allí recibió influencias indelebles para cimentar su magnífica empresa. En aquel lugar dejará el registro de sus tempranas miras benefactoras e integradoras en el Morning Chronicle (edición del 5 de septiembre de 1810):
'El día, que no está lejos, en que los venezolanos se convenzan de que su moderación, el deseo que demuestran de sostener sus relaciones pacíficas con la Metrópoli, sus sacrificios pecuniarios, en fin, no les hayan merecido el respeto ni la gratitud a que creen tener derecho, alzarán definitivamente la bandera de la independencia y declararán la guerra a España.
Tampoco descuidarán de invitar a todos los pueblos de América a que se unan en confederación. Dichos pueblos, preparados ya para tal proyecto, seguirán presurosos el ejemplo de Caracas'.
Desde su retorno de Inglaterra Bolívar influirá para que la naciente República sentara 'la piedra angular' de la independencia y de la unidad, en aquella iniciativa de mayo de 1811, en que Venezuela firma con Cundinamarca un 'Tratado de Alianza y Federación', actuando bajo la inspiración de una pieza normativa que asumían como 'la primera Constitución libre y representativa que ha visto el Continente Colombiano' (la Constitución sancionada en Caracas el 21 de diciembre de 1811).
Más tarde, después de la caída de la primera República, hacia noviembre de 1812, es quizás cuando por vez primera Bolívar escribe en alguno de sus textos la palabra cuyo creador habría sido El Prócer: Colombia, o Colombeia, remarcada con la característica del nacionalismo hispanoamericano, con el americanismo para la humanidad y, en todo caso, de proyección universal.
En su 'Exposición Dirigida al Congreso de Nueva Granada', Bolívar, aludiendo a la 'independencia colombiana', manifestará: 'Sí, los más ilustres mártires de la libertad de la América Meridional, tienen colocada su confianza en el ánimo fuerte y liberal de los Granadinos del Nuevo Mundo. Caracas, cuna de la Independencia Colombiana, debe merecer su redención…'
No pasará mucho tiempo cuando en su Manifiesto de Cartagena dejará consignado un llamado de prevención a los granadinos sobre los peligros que para todo el continente acarreaba la caída de Venezuela y la reactivación de los elementos de la reacción que 'derramándose como un torrente, lo inundarán todo arrancando las semillas y hasta las raíces del árbol de la libertad de Colombia'.
Este manifiesto lo cerraría observando que marchar a liberar a Venezuela significaba marchar 'a libertar la cuna de la independencia colombiana…'. Su pensamiento, en fin, está marcado por la totalidad continental.
Después de las espléndidas victorias de la Campaña Admirable que se desenvuelve como materialización de los postulados del Manifiesto de Cartagena (referente más inmediato), conjugando solidaridad e internacionalismo, desde la fuerza vital de los soldados granadinos que le acompañan, Bolívar propone la fusión de Venezuela con Cundinamarca.
Habiendo realizado la campaña con los auspicios de la bandera de las Provincias Unidas de la Nueva Granada no penetra con su ejército más allá de Cúcuta para subordinar los territorios y pueblos emancipados sino para restituir la Federación caída en desgracia, e incitar la integración.
El sentido de sus empeños lo podemos identificar también en los planteamientos que hace en diciembre del mismo año 1813 a Mariño. De manera meridiana vuelve a plasmar en la tabla de la historia de la independencia lo que encierra en la idea de la creación de Colombia, advirtiendo una vez más sobre los inconvenientes que acarrearía la división de Venezuela, al tiempo que habla de las ventajas de la unidad hispanoamericana:
'Si constituimos dos poderes independientes, uno en el Oriente y otro en el Occidente, hacemos dos naciones distintas, que por su importancia en sostener su representación de tales, y mucho más de figurar entre las otras, aparecerán ridículas. Apenas Venezuela unida con la Nueva Granada podría formar una nación que inspire a las otras la decorosa consideración que le es debida'.
Este tipo de alusiones, de manera cada vez más insistente y con nuevos y sólidos argumentos, irán apareciendo en la vida de aquel que decía que 'nuestra voz es la de la América Meridional'. El Libertador ha tenido claro su planteamiento y lo irá a reiterar aun en momentos en que en sus manos no tenía cosa tangible alguna sino reveses; tal como ocurre en la Carta de Jamaica, 1815, donde desde el exilio lo expone con máxima claridad y proyección futura.
Haciendo de historiador del futuro, cuando habla de su idea que no cesa lo hace para expresar la reunión de Venezuela y la Nueva Granada; específicamente menciona a Maracaibo y Las Casas (ciudad imaginaria que se fundaría en Bahía Honda), para designarlas como capitales posibles de tal creación: 'esta nación se llamaría Colombia', dice. Pero va más lejos cuando expresa que…
'Al contemplar la reunión de esta inmensa comarca, mi alma se remonta a la eminencia que exige la perspectiva colosal, que ofrece un cuadro tan asombroso. Volando por entre las próximas edades, mi imaginación se fija en los siglos futuros, y observando desde allí con admiración y pasmo la prosperidad, el esplendor, la vida que ha recibido esta vasta región, me siento arrebatado y me parece que ya la veo en el corazón del universo…'.
Después de Jamaica, superadas las vicisitudes de la primera expedición que parte desde Haití, nuevamente con los auspicios del bondadoso Petión surgirá la reconstitución de la República. Bolívar instala el Congreso de Angostura, y con su propia iniciativa se dicta la Ley Fundamental de Colombia, que será según sus propias palabras 'la garantía de la libertad de la América del Sur'.
Con Colombia en su corazón y en su conciencia, frente al Orinoco pondría más y más argamasa para edificar el sueño; con un puñado de cosas concretas para su causa al restablecer el intento de República en germen, ordena tropas e instituciones…, un Consejo de Estado, un Congreso…; es decir, va fundando casi de la nada y desde sus mismos campamentos guerrilleros el nuevo Estado. Hasta un periódico crea para difundir el pensamiento; el Correo del Orinoco lo bautiza.
Y al mismo tiempo construye bases para partir hacia horizontes que desbordaban los límites visualizados por los caudillos locales. Para 1818 ya los patriotas han acumulado armas y materiales de guerra más o menos suficientes para seguir la brega. La construcción no se puede quedar solo en la teoría, y su práctica requiere del batallar, del fuego.
En la época más terrible del año, con el invierno anegando la llanura y por rutas que se tendían abruptas sobre las canas de los Andes, el Ejército Libertador hace su desplazamiento en desarrollo de su 'Campaña de la Nueva Granada'. Es una proeza el paso de la cordillera, epopeyas son Gámeza, el Pantano de Vargas y Boyacá.
La libertad de la Nueva Granada sellada con pólvora y acero va a dar la fuerza a Bolívar para retornar a Angostura donde el congreso le rendirá honores y aprobará la proposición nacida del combate: crear la 'República de Colombia'. Y como en todo el recorrido de Bolívar, cada meta es tan sólo un nuevo paso hacia otros horizontes, la marcha continúa.
Desde abril de 1820 dispone las fuerzas de Oriente, los Llanos, los Andes y el Zulia hacia las sabanas de Aragua y Valencia; roto el armisticio pactado con Murillo vendrá el desenlace de Carabobo: en el campo de Tinaquillo, en las vísperas, Bolívar prevé la victoria manifestando frente a sus tropas: 'Mañana seréis invictos en Carabobo'. Efectivamente, el 24 de junio la victoria en el mencionado campo deja independiente a Venezuela.
El Libertador se regocija con el triunfo, pero en su mente el logro se representa en una dimensión mayor a la de Venezuela; él sabe que se trata de un triunfo para una causa mayor y por ello comunicará al presidente del Congreso General: 'hoy se ha confirmado con una espléndida victoria el nacimiento político de la República de Colombia'o
 
 
 
México: Pastoras del siglo XXI
(Por Yolanda Hernández Escorcia, corresponsal)
San Juan Chamula, 13 de abril (CIMAC).- Bajo el cielo aborregado de San Juan Chamula. Bajo el cielo aborregado de los Altos de Chiapas, decenas de mujeres tzotziles salen alrededor de medio día con un pequeño o gran rebaño de ovejas a pastar por las praderas aledañas a sus poblados, para regresar por las tardes a sus viviendas, contentas de haber cumplido un día más con la responsabilidad que heredaron desde muy pequeñas: preservar la vida de sus borregos.
Desde que nacen, las mujeres en San Juan Chamula están en contacto permanente con sus borregos, a los que tendrán que cuidar y multiplicar como si fueran sus propios hijos, porque las proveen de la lana suficiente para elaborar la ropa de uso diario, la ceremonial y sus artesanías. Hasta que el ritual se repite 10 ó 15 años más tarde con la siguiente generación.
Antes de salir a pastorear, Rosa deja todo listo: el quehacer doméstico, el nixtamal molido, las tortillas y otros alimentos; recoge leña para el fogón y va traer agua al arroyo en un cántaro, para así poder encargarse de sus borregos. Rosa, embarazada de cinco meses, lleva a todos lados a su hija Imelda de dos años de edad, se la carga a sus espaldas, como si llevara un mecapal con leña, y sale de su vivienda hacia la montaña, arriando una docena de ovejas.
Rosa lleva consigo también siempre su cubeta para dar agua a las ovejas y los implementos para mantenerse cardando, hilando o tejiendo la lana, mientras cuidan a su rebaño, cada oveja amarrada a un lazo de no más de 40 centímetros, sujeto a una estaca clavada al suelo, para permitirles deambular, sin correr ni alejarse demasiado de ellas.
Por lo general, las madres muy jóvenes como Rosa se hacen acompañar de sus pequeñas, que se van incorporando dentro de su contexto de vida. La relación afectiva que se establece con cada una de las ovejas les impide realizar cualquier acto de violencia como sacrificarlas y menos aún comerlas.
La suegra de Rosa, una de las ancianas del pueblo, quien toda su vida ha trabajado intensamente con los borregos, ya no puede andar la montaña tan fácilmente; hoy ayuda a Rosa en los trabajos del hogar, lava, hila, borda, cocina, carga agua y espera la llegada de Pedro y su hijo quienes después de quebrar la tierra y sembrar rábanos y lechugas, regresan por la tarde a comer.
Con los escasos conocimientos que la pequeña Imelda ha adquirido durante sus dos primeros años de vida, jala hacia su madre una de las cuerdas con las que están amarradas las ovejas, para impedir que se dispersen cuando quedan sueltas al salir del corral, aunque en el intento tenga que caer más de una vez por el suelo porque el peso la vence.
Al volver por la tarde, Rosa retira a cada uno de los carneros un bozal, tejido con zacate de Jovel que antes colocó para protegerlos de las hierbas malas y venenosas que se puedan encontrar en el monte, y les quita los lazos para que dentro del corral puedan rumiar con libertad y así termina el día.
Esa intensa relación afectiva con los borregos, es reproducida por cada una de las mujeres de esta Región de Los Altos de Chiapas desde hace más de 500 años, cuando los españoles trajeron para su consumo alimenticio los primeros ovinos a América.
Un animal, que tiene un nombre propio, que proporciona la materia prima para que la pastora teja ropa para toda la familia y al que regaña cuando se porta mal; un animal por el que se reza y lleva ofrendas al templo, no puede ser sacrificado, no es un simple animal doméstico, es más que una mascota, parte de la familia.

 
 
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