Brasil: A vida e os bens
que devem servi-la
(Eliana Rolemberg)*
Vanderley Caixe, Carta O Berro. 13/04/06. As lágrimas
amargas de mulheres camponesas sobre o deserto de papel da Aracruz.
O direito à propriedade, que a torna privada, não
pode ser sacralizado! O direito à propriedade não
pode, assim, sobrepujar qualquer de todos os direitos que integram,
indissociavelmente, o direito à Vida! O Direito à
Vida, sim, é sagrado! Deve ser fruto cultivado com zelo.
Deve merecer nosso maior cuidado! A Vida e os bens que devem
servi-la não podem ser vistos como meras mercadorias -
água, terra, céu e mar são dádivas
divinas para gozo de todas as pessoas deste vasto mundo! A propriedade
privada, nicho onde muitos produzem e poucos se apropriam da
riqueza, às custas de suor, sofrimento, dor, lágrimas
e sangue de quem é espoliado, não é sagrada,
deve à coletividade uma função social que
a torna aceitável pelo conjunto das pessoas comuns.
O que se assiste, mais uma vez, é a aguerrida defesa
do direito à propriedade por parte dos detentores das
riquezas e do poder, que como sempre se servem daqueles que os
servem com presteza - quadros do Estado (do Executivo, do Judiciário,
do Legislativo, do Ministério Público) e da chamada
grande imprensa, parte dos considerados formadores de opinião...
e os funcionários e capatazes do grande capital: um verdadeiro
aparelho produtor e reprodutor desse atual modo de vida fundado
na opressão e exploração.
O mesmo aparelho que, com gananciosa mestria, faz com que
se veja com antipatia as ocupações dos sem-terra,
no campo, e dos sem-teto, nas cidades. Mesmo que muitos imóveis,
no campo e na cidade, sejam mantidos improdutivos ou desocupados,
sob propriedade, por mera especulação imobiliária
- uma das manifestações mais perversas da afeição
pela propriedade privada.
Parece razoável acreditar que essa exacerbada afeição
à propriedade privada - propriedade que a maioria absoluta
da população não possui, mas por razões
histórico-culturais almeja, advenha da profunda confusão
entre o público e o privado que permeia nossa sociedade,
e que permite, por exemplo, que a Aracruz Celulose invada e se
apodere de imensas extensões territoriais para plantar
eucalipto, implantando seus desertos verdes, enquanto expulsa
populações tradicionais inteiras de seus imemoriais
territórios.
Povos indígenas, quilombolas, pequenos agricultores,
trabalhadores cooperativados são agredidos, mortos ou
expulsos, com violência, de suas terras onde cultivam alimento
e manejam, equilibradamente, recursos naturais, para, em seus
lugares, grandes empresas implantarem suas monoculturas para
exportação, seus desertos de cores enganadoras,
miragens e quimeras que escondem seus cemitérios de futuros.
A Aracruz Celulose anunciou, em seu balanço anual,
os resultados financeiros de 2005 - bateu seus próprios
recordes de produção e vendas: lucro líquido
de R$ 1,168 bilhão, ou R$ 1,13 por ação,
segundo informa. Muita riqueza está envolvida nas operações
da indústria de celulose no País e é isso
que parece motivar as ações dos defensores das
"terras produtivas" da Aracruz, na grande imprensa.
Mas essa riqueza é distribuída, apenas, entre
os poucos acionistas da empresa e não com "a sociedade
brasileira" como querem fazer crer seus entusiastas muito
bem pagos. Mesmo a festejada geração de empregos
é uma mentira. Estudos realizados pela Universidade Federal
do Espírito Santo e pela Federação de Órgãos
para Assistência Social e Educacional (FASE) já
demonstraram que a vasta monocultura do eucalipto é altamente
mecanizada em todas as suas fases e emprega muito pouca mão-de-obra.
A Veracel (da Aracruz), com todo o seu mega-faturamento e
seu gigantismo, promete gerar só cerca de cinco mil empregos
diretos e indiretos no Brasil, sem especificar por quanto tempo
(sabe-se que a indústria da celulose cria um emprego por
185 hectares de terra ocupada) ao passo que o desenvolvimento
de um programa de agricultura familiar variada pode gerar até
30 postos de trabalho permanente por hectare cultivado.*
O impacto ambiental das atividades da Aracruz é enorme.
Não foi à toa que, para lutar contra os danos que
a monocultura do eucalipto causa ao meio ambiente, mais de cem
organizações ambientalistas brasileiras criaram
a Rede Deserto Verde, para evitar a continuidade da compra de
terras pela Aracruz no Brasil.
Além da evidente destruição da biodiversidade
zoobotânica pela sua monocultura, o eucalipto é
responsabilizado por exaurir lençóis de água
subterrâneos, em curto período de tempo. Um estudo
da FASE, publicado em março de 2006, após seis
meses de análise dos rios Sahy, Guaxindiba e Doce, localizados
em reservas indígenas Tupiniquim e Guarani, no Norte do
Espírito Santo, indica que a empresa estaria se apropriando
da maioria dos recursos hídricos da região e deixando
as aldeias sem água.
Após adquirir 90% das terras em torno das fontes de
recursos hídricos, a Aracruz consome por dia, sem pagar
por isso, o equivalente ao consumo de 2,5 milhões de pessoas,
o que perfaz quase toda a população do Estado.
Os crimes da Aracruz são tantos e tamanhos, que fizeram
corar de vergonha a família real sueca, que, no final
de fevereiro de 2006, se desfizeram das ações da
empresa, por considerarem insuportáveis as acusações
contra a vênus esverdeada. As operações "florestais"
da empresa prejudicam sócio-ambientalmente os Estados
do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do
Sul.
Além de tomar vários milhares de hectares de
terra dos povos indígenas, a empresa também grilou
os quilombolas do Espírito Santo, donos de praticamente
a totalidade do antigo território de Sapê do Norte,
formado pelos municípios de Conceição da
Barra e São Mateus.
Um grupo de trabalho que estudou a situação
fundiária do Córrego do Angelim para a Fundação
Palmares, do Governo Federal, confirmou a ocupação
de terras dos quilombolas pela Aracruz Celulose e outros grupos
empresariais. Outros estudos, realizados pela Universidade Federal
do Espírito Santo (UFES) para o Incra, confirmam a ocupação
de outras grandes áreas dos quilombolas pela empresa.
No dia 20 de janeiro de 2006, a Aracruz acionou helicópteros,
bombas, armas pesadas e 120 agentes da Polícia Federal
do Comando de Operações Táticas (COT), de
Brasília, para destruir duas aldeias e expulsar 50 pessoas
dos povos Tupiniquim e Guarani de sua terra tradicional, no município
de Aracruz (ES).
Sem sequer receber uma ordem de despejo, os Tupiniquim e
Guarani foram surpreendidos com o violento ataque. A ação,
que resultou na prisão arbitrária de duas lideranças
e deixou outras 12 pessoas feridas, teve todo o apoio logístico
da empresa de celulose. Os 120 agentes da Polícia Federal
receberam hospedagem e utilizaram o heliporto e os telefones
da multinacional.
Durante a ação ilegal da Polícia Federal,
tratores da multinacional destruíram totalmente duas aldeias
e muitos indígenas não puderam sequer retirar seus
pertences de dentro das casas derrubadas. E mesmo com essas denúncias
de desrespeito aos direitos indígenas e ao meio ambiente,
a gigante multinacional ainda conta com vultuosos recursos do
BNDES. Recentemente, circulou a informação de que
a Aracruz será beneficiada com mais de R$ 297 milhões
de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).*
Mas quando, em um ato tachado de "selvageria" pelos
defensores das "terras produtivas" de papel, três
mil e quinhentas famílias de sem-terra invadiram a fazenda
da Aracruz, em Porto Seguro, e derrubaram 25 hectares de eucalipto
para, em seu lugar, plantarem milho e feijão, a verdadeira
selvageria - utilizar largas extensões de terra boa para
uma monocultura que agride o país social e ambientalmente,
gera lucros indecentes para uma minoria e em nada contribui para
que seja combatida nossa terrível desigualdade social
- se expôs num relance: flagrado pelas câmeras de
televisão, um trabalhador rural disse, com sua simples
sabedoria: "Estamos com fome, uai, eucalipto não
se come!".
E agora tentam, de todo modo, criminalizar a Via Campesina,
o MST e o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), por ações
de enfrentamento que atingem a propriedade e a riqueza de alguns
poucos predadores de nosso País. Crime é não
fazer Reforma Agrária! Criminosa é a injusta desigualdade
social brasileira que expropria a população trabalhadora
e a marginaliza, tratando seres humanos como se fossem animais
nocivos ao convívio! Terrorismo cometem governos, juízes,
políticos, policiais civis e militares, grandes fazendeiros,
jagunços, milicianos privados que encenam o terror cotidiano
que apavora a gente brasileira e outros tantos seres humanos
pelo mundo afora! Criminosa é a ganância que move
quem é capaz de todo crime por mera riqueza! Criminosos,
todos os que querem sacralizar a propriedade da terra neste País
de extensão continental! Sacramentar a usurpação,
dignificar a grilagem é crime! A terra, a água,
o ar são bens comuns, bens de todas e para todas as pessoas
deste Planeta! São Dádivas Divinas para Abrigo
acolhedor da Criação de Deus e da criação
da Humanidade, que devem ser cultivadas com respeito afetuoso.*
* Diretora Executiva da CESEo
Argentina: Consejo Asesor
Indígena arremete contra el CODECI
(Por Adrián Moyano)
Periódico Azkintuwe, 13 de Abril.- "Chacho"
Liempe vinculó la iniciativa con la intención del
gobierno de avanzar hacia la constitución de un fondo
fiduciario a partir de tierras fiscales. "Es un accionar
que nos lleva a la dispersión y a la división...
El CODECI no solamente ha sido funcional a la política
del gobierno continuamente, sino que ha actuado contra las comunidades
muchas veces", señaló el vocero de la organización.
El Consejo Asesor Indígena (CAI) tampoco ve con buenos
ojos la conformación en la Provincia de Río Negro
de un partido político indígena. Es más,
según expresó "Chacho" Liempe existe
una estrecha relación entre la decisión gubernamental
de avanzar hacia la constitución de un fondo fiduciario
y la intención de un sector "mapuche" de competir
electoralmente en 2007, a través de una agrupación
propia o en el marco de una alianza.
Sobre fines de la semana pasada, dos integrantes del gubernamental
Consejo de Desarrollo de Comunidades Indígenas (CODECI),
anunciaron desde Viedma que trabajan en la organización
de una "fuerza política". Ana Huentelaf y Walter
Cañumil precisaron que los lineamientos de la inédita
formación se darían a conocer en breve, al igual
que la nómina de candidatos. Es más, destacaron
que ya habían establecido contactos con otros sectores
políticos.
El CODECI es un organismo gubernamental de carácter
mixto, cuyo consejo se integra con representantes del gobierno
de Río Negro y con consejeros indígenas que se
eligen en el marco de la Coordinadora del Parlamento del Pueblo
Mapuche de Río Negro. Pero su funcionamiento es muy cuestionado
por todas las organizaciones y comunidades mapuches que precisamente,
no participan de la Coordinadora.
El CAI se define como una organización de base del
Pueblo Mapuche. Liempe es uno de los integrantes de su coordinación
política. "A mí no me deja de sorprender.
No me esperaba nunca una cosa así, más que nada
por la situación nuestra como Pueblo. Conociendo a la
gente del CODECI y a los "mapuches" que están
detrás de la representación indígena en
el CODECI...
Hay algunos de ellos que tienen actividades nacionales e
internacionales y son los que realmente están dirigiendo
políticamente a los que están dentro de la estructura
del CODECI". El referente Mapuche sostuvo que tuvo acceso
a las declaraciones que sobre el mismo asunto publicó
"El Cordillerano" días atrás. "Leí
lo que decían los peñi de una agrupación
de Bariloche (Mapuche Lafkenche Autónomos e Independientes)
y coincido plenamente.
Me da no sé qué decir lo que pienso pero es
la realidad: la gente del CODECI está en una función
muy importante por las posibilidades que tiene dentro de una
estructura del Estado, entonces por lo menos que hagan el esfuerzo
por resolver algunas de las situaciones que estamos viviendo
y soportando. No quiero hablar de incapacidad, hablo de desconocimiento
total de la realidad de nuestra gente".
""Sin sentido.- Pero además, "los que
han estado ahí se adaptan rápidamente a las políticas
del Estado y en función de pequeños intereses.
Es duro pero lo digo porque participé de la Coordinadora
y sé cómo se eligen los delegados y las discusiones
que se dan adentro en función de sueldos y pequeños
beneficios que nada tienen que ver con las reivindicaciones que
vamos levantando como Pueblo Mapuche.
No es vergüenza lo que siento, pero me preocupa mucho
esta situación y también que ahora aparezcan con
algo grande dentro del funcionamiento del sistema como es un
partido político. No tiene sentido". Precisó
Liempe que "con respecto a los partidos políticos
el CAI tiene una posición desde el principio: no tenemos
relación con los partidos porque son parte del sistema,
funcionan bajo sus reglas. No hace falta tener mucha información
para saber que es así, inclusive la gente que está
dentro de los partidos de izquierda.
Tendrán posiciones que supuestamente reivindican la
situación del obrero y de los pueblos oprimidos pero en
la realidad, su accionar es bajo las exigencias del sistema.
Nosotros no tenemos expectativas ahí porque en el fondo,
tampoco creemos que el Estado tenga la respuesta para nuestras
reivindicaciones como pueblo. Por lo menos en este momento, no
hay ninguna señal de que haya una mínima voluntad
política por resolver nuestra situación. Estoy
hablando del nivel nacional y sobre todo del nivel provincial.
Acá en Río Negro no existe en la mentalidad
del partido que está dentro de la estructura del Estado
alguna mínima intención de responder a nuestros
reclamos o inclusive, a lo que las legislaciones establecen.
Todo lo contrario, avanzan en un rápido accionar para
despojarnos de los pequeños espacios territoriales que
aún nos quedan".
De esa manera caracteriza el CAI al fondo fiduciario que
el Ministerio de Producción anunció días
atrás. El gobierno avanzaría hacia su formación
a través de la venta lisa y llana de aproximadamente dos
millones de tierras fiscales, espacios territoriales que en realidad,
en su inmensa mayoría, están ocupados por pobladores
o comunidades Mapuches. "Hace años que lo venimos
denunciando, tratando de que los peñi tomen conciencia".
Para el CAI, ambos sucesos están relacionados. "No
podemos dejar de pensar que tiene relación con este intento
de creación de una actividad partidaria por parte de algunos
peñi. El CODECI no solamente ha sido funcional a la política
del gobierno continuamente, sino que ha actuado contra las comunidades
muchas veces. En el caso Casiano, los primeros que salieron a
tratar de desmontar la decisión de la comunidad, fueron
el CODECI y su abogada Graciela Carriqueo.
En ese momento estaban de consejeros Angel Quiñenao,
Norberto Collhueque, Huilcapán... Todos salieron a actuar
en el campo para tratar de desmontar la decisión que había
tomado la gente nuestra. Inclusive la Coordinadora salió
con un documento en contra". Oportunamente, los integrantes
de la comunidad Mapuche Casiano Epugner decidieron recuperar
a través de una acción directa los campos que consideran
de su propiedad.
Liempe fue categórico. "Cuando tendríamos
que estar fortaleciendo las organizaciones, chicas o grandes,
tomando conciencia para defendernos de esta política avasalladora
que tiene el Estado provincial, salen con un accionar que lleva
más a la dispersión, más a la división
y al estar entretenidos en cosas que no tienen que ser, como
funcionar dentro del accionar del sistema.
Al gobierno le viene muy bien este partido político
porque aporta a nuestra desmovilización, a nuestra debilidad
a la hora de enfrentar la política que están aplicando".
(Foto de Archivo)o
Argentina: Comunicado
de prensa de COPIRECHA
Recibido por una gentileza de Daniel Araujo, COPIRECHA, Coordinadora
de Pueblos y Organizaciones Indígenas de la Región
Chaqueña y Misiones. Para Prensa Indígena. Melincué,
12 de abril de 2006.
Comunicado de Prensa: Representantes indígenas chaqueños
se reunieron con el Intendente Lifchitz por la situacion de la
comunidad Toba de Rosario.
En una reunión realizada en la sede de la Municipalidad
de Rosario, ayer martes 11 de abril, en horas de la tarde, representantes
y autoridades indígenas provenientes de la provincia del
Chaco, se reunieron con el Intendente Municipal de Rosario, Dr.
Miguel LIFSCHITZ, a fin de tratar la situación de la Comunidad
Toba de Rosario, y las polémicas declaraciones realizadas
recientemente por el intendente rosarino sobre la migración
de indígenas tobas desde la provincia del Chaco hacia
la ciudad de Rosario.
La delegación indígena que visitó la
ciudad estuvo encabezada por el dirigente toba Orlando Charole,
Presidente del Instituto del Aborigen Chaqueño (IDACH),
acompañado del dirigente Egidio García, Secretario
General del IDACH e integrante de la Comisión Ejecutiva
de COPIRECHA (Coordinadora de Pueblos y Organizaciones Indígenas
de la Región Chaqueña y Misiones).
El IDACH -Instituto del Aborigen Chaqueño-, es un
organismo autárquico del Gobierno de la provincia del
Chaco, encargado de la aplicación efectiva de lo establecido
en la Ley provincial No. 3258, de reconocimiento de los derechos
de los Pueblos Indígenas de esa provincia, y su directorio,
netamente indígena, es elegido por elecciones generales
de un Padrón Electoral Indígena único para
todo el Chaco, además de su Presidente, cuenta con Directores
por cada etnia indígena preexistente en el Chaco (Mocoví,
Toba y Wichí).
La actual Presidencia, ejercida por Charole, asumió
a fines de 2005. Con anterioridad a esta reunión el IDACH,
había dirigido una nota al Intendente Municipal de Rosario,
donde se le expresaba "la profunda preocupación como
Instituto del Aborigen Chaqueño, por las declaraciones
realizadas al inaugurar las sesiones ordinarias del Consejo Municipal,
dado que el mayor porcentaje de la migración interna aludida
corresponde a hermanos indígenas de los Pueblos Mocoví,
Toba y Wichí.
Originarios de comunidades aborígenes de la provincia
del Chaco, como refugiados ambientales y sociales, tuvieron que
salir de sus territorios tradicionales de origen debido a los
problemas de marginación, discriminación y exclusión
social, que en forma estructural subsiten en Argentina hacia
la población indígena, y no se ha avanzado en la
revisión de estos procesos "
La misiva, recibida el día 20 de marzo por las autoridades
municipales, agregaba que "también queremos señalar,
que la situación de migración indígena desde
las comunidades de la provincia del Chaco, hacia la provincia
de Santa Fe, especialmente a la ciudad de Rosario, ha generado
una situación de marginalidad social y discriminación
hacia dichas personas por su condición de indígenas,
que escasamente ha sido atendida, pese a los valorables esfuerzos
que algunas administraciones han realizado.
Como modo de ejemplo podemos citar que el Programa "Rosario
Habitat -Programa Integral de Recuperación de Asentamientos
Irregulares-, con un costo de 71 millones de dólares financiado
por el Banco Interamericano de Desarrollo, y ejecutado por la
Municipalidad de Rosario, no ha contemplado un componente indígena
en el mismo; ni ha tenido en cuenta la situación de los
barrios y asentamientos indígenas tobas y mocovíes
asentados en esa ciudad, contrariando las propias políticas
del BID, como lo es la "Política Operativa sobre
Pueblos Indígenas"
La reunión en la sede municipal de Rosario se realizó
en un clima de cordialidad y de acercamiento, donde el Intendente
Lifschitz, descartó totalmente que sus declaraciones tengan
algún tinte racista y discriminatorio hacia la Comunidad
Toba y otros Pueblos Indígenas residentes en Rosario.
Y se avanzó en la idea de establecer un diálogo
franco entre la Municipalidad y los representantes indígenas,
involucrando en el mismo a los Gobiernos del Chaco y Santa Fe,
y las comunidades y organizaciones indígenas, para encontrar
soluciones, al problema de la migración indígena;
enmarcados en el respeto y el diálogo intercultural; con
la búsqueda de decisions políticas inteligentes
y evitando generar situaciones de violencia y racismo.
Como un resultado de la reunión, el gobierno municipal
rosarino planteará la situación al Gobierno Provincial,
a nivel de su máximas autoridades, como acompañará
al IDACH y las organizaciones indígenas en las gestiones
ante el Gobierno Nacional, para el financimiento de proyectos
y programas en las comunidades indígenas del Chaco, a
fin de que en las mismas tengan mejores oportunidades de desarrollo
económico, social y ambiental, y evitar la migración
de sus integrantes hacia las grandes ciudades, como Rosario,
con el consecuente desarraigo.
Los dirigentes tobas, luego se dirigieron hacia la ciudad
de Santa Fe, donde mantendrían una reunión con
funcionarios del Ministerio de Gobierno de la Provincia, por
la misma situación y lograr un mayor involucramiento del
gabinete de Obeid en las cuestiones indígenas, y el respeto
de sus derechos, como el acompañamiento de las gestiones
para dar solución al tema de la migración interna
de indígenas desde el Chaco hacia la provincia de Santa
Fe, especialmente a las ciudades de Rosario y Santa Fe.
Información adicional se puede requerir a: Ariel Araujo,
Coordinador de COPIRECHA, Teléfono: 03465-15-664261 //
03465 499191. o a Orlando Charole, Presidente IDACH, Te: 03722-15-222585o
Colombia: Asesinado indígena
Wiwa en Riohacha
(Por Claudia Grajales)
Tomado del periódico Actualidad Étnica, Bogotá.
12 de Abril.- Aún no se han esclarecido los móviles
del asesinato del indígena Wiwa, Juan Alberto Gil, quien
el pasado 8 de abril fue atacado por dos hombres que le propinaron
disparos con armas de fuego de corto calibre. Según los
vecinos, y así lo registró el periódico
el Informador de Santa Marta,
"Los hechos se presentaron en la calle 43 con carrera
13 del barrio 31 de Octubre y según las informaciones
entregadas por la ciudadanía indican que a la residencia
llegaron dos sujetos que se movilizaban en una motocicleta de
color gris y sin mediar palabras dispararon en repetidas ocasiones,
causándole la muerte de forma instantánea".
Juan Alberto Gil, era reconocido por algunos como un Mamo, puesto
que estaba dedicado a sus labores tradicionales como curandero.
El indígena Wiwa de 40 años, oriundo de la comunidad
de Cherua, localizada en el municipio de Valledupar, había
llegado a la ciudad e Riohacha, cuando apenas era un adolescente.
A pesar de que ya no vivía en los resguardos indígenas
sino en la cuidad, la Organización Gonawindua Tayrona
(OGT), ha apoyado a la familia de Juan Alberto corriendo con
los gastos funerarios y del entierro del indígena. Igualmente,
manifestaron su preocupación por los hechos.
En el mismo sentido se manifestó Pedro Loperena, coordinador
de derechos humanos de la Organización Wiwa Yugumaiun
Bunkuanarrua Tayrona (OWYBT), quien afirmó que a raíz
del asesinato del wiwa, se evidencia cómo las medidas
cautelares no son suficiente para garantizarles el respeto a
la vida de los miembros de este pueblo indígena.
"Esperamos que el gobierno destine los recursos necesarios
para que tanto las autoridades indígenas como nacionales
se reúnan para concertar la aplicación de las medidas
cautelares de acuerdo a nuestros usos y costumbres", puntualizó
Loperena.
Por otra parte, Shirley Dorado, coordinadora de derechos humanos
del departamento de policía de la Guajira, señaló
que este caso es un hecho aislado porque hacía tiempo
no se presentaban ataques al pueblo wiwa, "las relaciones
con los wiwa han mejorado mucho porque estamos trabajando directamente
con ellos. Actualmente tenemos un grupo de wiwas que trabaja
con la policía comunitaria de manera coordinada en diferentes
actividades"o
Colombia: Raíces
de Colombia
(Por Jesús Santrich, Revista Resistencia)*
Argenpress, 4 de abril.- Colombia no es vocablo que puede
quedar reducido a significar lo que jamás quisieron sus
genitores; es decir, sólo la representación de
una parte, importante sí, pero en definitiva una ínfima
parte del total que en su expresión de origen se deseaba.
Colombia es una categoría política que entraña
nociones como las de justicia, igualdad, libertad, democracia,
genuino republicanismo, autodeterminación, dignidad, integración ,
detestando en incesante acción creadora la permanencia
del colonialismo, la monarquía, el absolutismo, la tiranía,
la esclavitud, la servidumbre , la sumisión.
Colombia es ansia de independencia y decoro, Colombia es
el paso a paso dialéctico que va juntando las partes del
contexto latinoamericano y caribeño en una dimensión
hemisférica que necesariamente se utopiza como república
ecuménica que ha de dar equilibrio al concierto de los
pueblos del mundo.
Hay plena coincidencia historiográfica en reconocer
al prócer Francisco de Miranda el haber sido quien dio
la primera noticia documental sobre la idea de fundir los intereses
de Venezuela y Nueva Granada para formar 'un solo cuerpo político
y social'. Es el héroe venezolano el autor de las primeras
proclamas de unidad continental emancipadora que más adelante
llevaría como bandera de combate y fundamento básico
de su Programa Revolucionario nuestro padre espiritual: Bolívar.
Cuando Miranda viene a libertar a Venezuela, la construcción
de Colombia era su causa y motivo. Sus milicias se lanzan a la
gesta con un nombre que refleja sus sueños:
'Ejército de Colombia para el servicio del pueblo
libre de Sur América', y el juramento que exclama en Jacmel
le imprime vuelo que lo eleva hacia el cielo del ideal de la
libertad de aquellas anchuras de tierras y pueblos que se extendían
desde el río Mississippi -cuando aún el águila
yanqui no había arrebatado Texas y California a México-,
hasta el estrecho de Magallanes: 'ser fiel y leal al pueblo libre
de Sur América, independiente de España, y servirle
honrada y lealmente contra todos sus enemigos y opositores'.
El Libertador había tenido un contacto de inicio con
el Precursor en Londres, y sin duda allí recibió
influencias indelebles para cimentar su magnífica empresa.
En aquel lugar dejará el registro de sus tempranas miras
benefactoras e integradoras en el Morning Chronicle (edición
del 5 de septiembre de 1810):
'El día, que no está lejos, en que los venezolanos
se convenzan de que su moderación, el deseo que demuestran
de sostener sus relaciones pacíficas con la Metrópoli,
sus sacrificios pecuniarios, en fin, no les hayan merecido el
respeto ni la gratitud a que creen tener derecho, alzarán
definitivamente la bandera de la independencia y declararán
la guerra a España.
Tampoco descuidarán de invitar a todos los pueblos
de América a que se unan en confederación. Dichos
pueblos, preparados ya para tal proyecto, seguirán presurosos
el ejemplo de Caracas'.
Desde su retorno de Inglaterra Bolívar influirá
para que la naciente República sentara 'la piedra angular'
de la independencia y de la unidad, en aquella iniciativa de
mayo de 1811, en que Venezuela firma con Cundinamarca un 'Tratado
de Alianza y Federación', actuando bajo la inspiración
de una pieza normativa que asumían como 'la primera Constitución
libre y representativa que ha visto el Continente Colombiano'
(la Constitución sancionada en Caracas el 21 de diciembre
de 1811).
Más tarde, después de la caída de la
primera República, hacia noviembre de 1812, es quizás
cuando por vez primera Bolívar escribe en alguno de sus
textos la palabra cuyo creador habría sido El Prócer:
Colombia, o Colombeia, remarcada con la característica
del nacionalismo hispanoamericano, con el americanismo para la
humanidad y, en todo caso, de proyección universal.
En su 'Exposición Dirigida al Congreso de Nueva Granada',
Bolívar, aludiendo a la 'independencia colombiana', manifestará:
'Sí, los más ilustres mártires de la libertad
de la América Meridional, tienen colocada su confianza
en el ánimo fuerte y liberal de los Granadinos del Nuevo
Mundo. Caracas, cuna de la Independencia Colombiana, debe merecer
su redención '
No pasará mucho tiempo cuando en su Manifiesto de
Cartagena dejará consignado un llamado de prevención
a los granadinos sobre los peligros que para todo el continente
acarreaba la caída de Venezuela y la reactivación
de los elementos de la reacción que 'derramándose
como un torrente, lo inundarán todo arrancando las semillas
y hasta las raíces del árbol de la libertad de
Colombia'.
Este manifiesto lo cerraría observando que marchar
a liberar a Venezuela significaba marchar 'a libertar la cuna
de la independencia colombiana '. Su pensamiento, en fin,
está marcado por la totalidad continental.
Después de las espléndidas victorias de la
Campaña Admirable que se desenvuelve como materialización
de los postulados del Manifiesto de Cartagena (referente más
inmediato), conjugando solidaridad e internacionalismo, desde
la fuerza vital de los soldados granadinos que le acompañan,
Bolívar propone la fusión de Venezuela con Cundinamarca.
Habiendo realizado la campaña con los auspicios de
la bandera de las Provincias Unidas de la Nueva Granada no penetra
con su ejército más allá de Cúcuta
para subordinar los territorios y pueblos emancipados sino para
restituir la Federación caída en desgracia, e incitar
la integración.
El sentido de sus empeños lo podemos identificar
también en los planteamientos que hace en diciembre del
mismo año 1813 a Mariño. De manera meridiana vuelve
a plasmar en la tabla de la historia de la independencia lo que
encierra en la idea de la creación de Colombia, advirtiendo
una vez más sobre los inconvenientes que acarrearía
la división de Venezuela, al tiempo que habla de las ventajas
de la unidad hispanoamericana:
'Si constituimos dos poderes independientes, uno en el Oriente
y otro en el Occidente, hacemos dos naciones distintas, que por
su importancia en sostener su representación de tales,
y mucho más de figurar entre las otras, aparecerán
ridículas. Apenas Venezuela unida con la Nueva Granada
podría formar una nación que inspire a las otras
la decorosa consideración que le es debida'.
Este tipo de alusiones, de manera cada vez más insistente
y con nuevos y sólidos argumentos, irán apareciendo
en la vida de aquel que decía que 'nuestra voz es la de
la América Meridional'. El Libertador ha tenido claro
su planteamiento y lo irá a reiterar aun en momentos en
que en sus manos no tenía cosa tangible alguna sino reveses;
tal como ocurre en la Carta de Jamaica, 1815, donde desde el
exilio lo expone con máxima claridad y proyección
futura.
Haciendo de historiador del futuro, cuando habla de su idea
que no cesa lo hace para expresar la reunión de Venezuela
y la Nueva Granada; específicamente menciona a Maracaibo
y Las Casas (ciudad imaginaria que se fundaría en Bahía
Honda), para designarlas como capitales posibles de tal creación:
'esta nación se llamaría Colombia', dice. Pero
va más lejos cuando expresa que
'Al contemplar la reunión de esta inmensa comarca,
mi alma se remonta a la eminencia que exige la perspectiva colosal,
que ofrece un cuadro tan asombroso. Volando por entre las próximas
edades, mi imaginación se fija en los siglos futuros,
y observando desde allí con admiración y pasmo
la prosperidad, el esplendor, la vida que ha recibido esta vasta
región, me siento arrebatado y me parece que ya la veo
en el corazón del universo '.
Después de Jamaica, superadas las vicisitudes de la
primera expedición que parte desde Haití, nuevamente
con los auspicios del bondadoso Petión surgirá
la reconstitución de la República. Bolívar
instala el Congreso de Angostura, y con su propia iniciativa
se dicta la Ley Fundamental de Colombia, que será según
sus propias palabras 'la garantía de la libertad de la
América del Sur'.
Con Colombia en su corazón y en su conciencia, frente
al Orinoco pondría más y más argamasa para
edificar el sueño; con un puñado de cosas concretas
para su causa al restablecer el intento de República en
germen, ordena tropas e instituciones , un Consejo de Estado,
un Congreso ; es decir, va fundando casi de la nada y desde
sus mismos campamentos guerrilleros el nuevo Estado. Hasta un
periódico crea para difundir el pensamiento; el Correo
del Orinoco lo bautiza.
Y al mismo tiempo construye bases para partir hacia horizontes
que desbordaban los límites visualizados por los caudillos
locales. Para 1818 ya los patriotas han acumulado armas y materiales
de guerra más o menos suficientes para seguir la brega.
La construcción no se puede quedar solo en la teoría,
y su práctica requiere del batallar, del fuego.
En la época más terrible del año, con
el invierno anegando la llanura y por rutas que se tendían
abruptas sobre las canas de los Andes, el Ejército Libertador
hace su desplazamiento en desarrollo de su 'Campaña de
la Nueva Granada'. Es una proeza el paso de la cordillera, epopeyas
son Gámeza, el Pantano de Vargas y Boyacá.
La libertad de la Nueva Granada sellada con pólvora
y acero va a dar la fuerza a Bolívar para retornar a Angostura
donde el congreso le rendirá honores y aprobará
la proposición nacida del combate: crear la 'República
de Colombia'. Y como en todo el recorrido de Bolívar,
cada meta es tan sólo un nuevo paso hacia otros horizontes,
la marcha continúa.
Desde abril de 1820 dispone las fuerzas de Oriente, los Llanos,
los Andes y el Zulia hacia las sabanas de Aragua y Valencia;
roto el armisticio pactado con Murillo vendrá el desenlace
de Carabobo: en el campo de Tinaquillo, en las vísperas,
Bolívar prevé la victoria manifestando frente a
sus tropas: 'Mañana seréis invictos en Carabobo'.
Efectivamente, el 24 de junio la victoria en el mencionado campo
deja independiente a Venezuela.
El Libertador se regocija con el triunfo, pero en su mente
el logro se representa en una dimensión mayor a la de
Venezuela; él sabe que se trata de un triunfo para una
causa mayor y por ello comunicará al presidente del Congreso
General: 'hoy se ha confirmado con una espléndida victoria
el nacimiento político de la República de Colombia'o
México: Pastoras
del siglo XXI
(Por Yolanda Hernández Escorcia, corresponsal)
San Juan Chamula, 13 de abril (CIMAC).- Bajo el cielo aborregado
de San Juan Chamula. Bajo el cielo aborregado de los Altos de
Chiapas, decenas de mujeres tzotziles salen alrededor de medio
día con un pequeño o gran rebaño de ovejas
a pastar por las praderas aledañas a sus poblados, para
regresar por las tardes a sus viviendas, contentas de haber cumplido
un día más con la responsabilidad que heredaron
desde muy pequeñas: preservar la vida de sus borregos.
Desde que nacen, las mujeres en San Juan Chamula están
en contacto permanente con sus borregos, a los que tendrán
que cuidar y multiplicar como si fueran sus propios hijos, porque
las proveen de la lana suficiente para elaborar la ropa de uso
diario, la ceremonial y sus artesanías. Hasta que el ritual
se repite 10 ó 15 años más tarde con la
siguiente generación.
Antes de salir a pastorear, Rosa deja todo listo: el quehacer
doméstico, el nixtamal molido, las tortillas y otros alimentos;
recoge leña para el fogón y va traer agua al arroyo
en un cántaro, para así poder encargarse de sus
borregos. Rosa, embarazada de cinco meses, lleva a todos lados
a su hija Imelda de dos años de edad, se la carga a sus
espaldas, como si llevara un mecapal con leña, y sale
de su vivienda hacia la montaña, arriando una docena de
ovejas.
Rosa lleva consigo también siempre su cubeta para
dar agua a las ovejas y los implementos para mantenerse cardando,
hilando o tejiendo la lana, mientras cuidan a su rebaño,
cada oveja amarrada a un lazo de no más de 40 centímetros,
sujeto a una estaca clavada al suelo, para permitirles deambular,
sin correr ni alejarse demasiado de ellas.
Por lo general, las madres muy jóvenes como Rosa se
hacen acompañar de sus pequeñas, que se van incorporando
dentro de su contexto de vida. La relación afectiva que
se establece con cada una de las ovejas les impide realizar cualquier
acto de violencia como sacrificarlas y menos aún comerlas.
La suegra de Rosa, una de las ancianas del pueblo, quien
toda su vida ha trabajado intensamente con los borregos, ya no
puede andar la montaña tan fácilmente; hoy ayuda
a Rosa en los trabajos del hogar, lava, hila, borda, cocina,
carga agua y espera la llegada de Pedro y su hijo quienes después
de quebrar la tierra y sembrar rábanos y lechugas, regresan
por la tarde a comer.
Con los escasos conocimientos que la pequeña Imelda
ha adquirido durante sus dos primeros años de vida, jala
hacia su madre una de las cuerdas con las que están amarradas
las ovejas, para impedir que se dispersen cuando quedan sueltas
al salir del corral, aunque en el intento tenga que caer más
de una vez por el suelo porque el peso la vence.
Al volver por la tarde, Rosa retira a cada uno de los carneros
un bozal, tejido con zacate de Jovel que antes colocó
para protegerlos de las hierbas malas y venenosas que se puedan
encontrar en el monte, y les quita los lazos para que dentro
del corral puedan rumiar con libertad y así termina el
día.
Esa intensa relación afectiva con los borregos, es
reproducida por cada una de las mujeres de esta Región
de Los Altos de Chiapas desde hace más de 500 años,
cuando los españoles trajeron para su consumo alimenticio
los primeros ovinos a América.
Un animal, que tiene un nombre propio, que proporciona la
materia prima para que la pastora teja ropa para toda la familia
y al que regaña cuando se porta mal; un animal por el
que se reza y lleva ofrendas al templo, no puede ser sacrificado,
no es un simple animal doméstico, es más que una
mascota, parte de la familia.
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